O homem que “nunca fica doente”
Às vezes, o problema não é a ausência de doença. É ausência de informação. Existe uma frase que muita gente já ouviu: “Eu quase nunca vou ao médico. Nunca fico doente.” Ela costuma aparecer como uma espécie de prova de boa saúde. Nem sempre é. Há uma diferença importante entre não ter uma doença conhecida e não saber que alguma coisa começou a mudar. Pressão arterial elevada não costuma avisar. Colesterol alto também não. Diabetes pode evoluir durante bastante tempo sem produzir um sintoma capaz de interromper uma reunião, uma viagem ou um dia de trabalho. O corpo raramente manda um convite formal para a consulta. Esse talvez seja um dos pontos mais difíceis quando falamos de saúde do homem: muitas vezes, o cuidado só começa quando existe alguma coisa suficientemente concreta para justificar a interrupção da rotina.
